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quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Transe


Transe


Ontem, antes de morrer, eu tive uma visão linda:
Eu vi uma imagem de gente
Eu vi uma paisagem de sonho na imagem de gente.

Soprava uma brisa perfumada:
Tinha cheiro de vida
Um cheiro quente;

Tinha gosto de cheiro: Pão!
Pão de queijo hortelã e goiabada

Eu sabia o que era
Só não sabia de onde vinha

Era pão!?
Era pão.
Era mulher: Mulher-pão!
Pão ázimo
Pão-de-brisa
Pão-de-mel
Pão dos anjos
Pão dos aflitos
Pão-de-ló
Pão do espírito
Pão-beijo
Pão da alma
Pão, pão, queijo, queijo
Pão-desejo

... Eu não sabia que pão!
Pão caseiro
Pão eucarístico
Pão-de-cada-dia?...
Pão bento
Pão santo...

O verde era verdura
O colorido era flor e fruto
O tempo era só dia
Cristal d’água corrente
Às vezes corrente;
Ia.

Eu era vento
Um vento manso
Manso e bruto
E pensava ser semente...
Mas também era pão
Pão em semente
Pão d’água
De água e pão...
Foi ontem!

Ontem, antes de eu morrer;
Antes de eu morrer anteontem.

Hoje eu já tô morrendo
Mas ainda não vi nada
Nem sequer sonhei
Ta tão longa essa madrugada!...

Sinto um calor!...
Um calor de sol...
Uma friagem!...
Cheiro de flores...
Flores de pão?!
Não sei!...

É sol!
Aquele sol que sonhei!
Ontem


Veja:
http://solpoesia.blogspot.com

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Paixão

Paixão

E Deus chorou tanto tanto que adormeceu exausto.
Ele sabia, mas não acreditava
Que seu filho, homem, seria capaz:
De suportar aquela cruz
E com tantos tropeços e quedas
Erguer-se-ia para ir até o fim.

Ele sabia, mas não acreditava
Que Ele homem suportaria:
O reinado de humildade
A traição dos servos
A coroa de espinhos
Os cravos martelado-Lhe
A lança...
A sede...
O fel...
O frio...
O abandono.

E ainda dedicar-Lhe o último suspiro
Uma declaração de amor
E o pedido de perdão!?

Ele sabia, mas não acreditava
Que Ele, seu Filho homem, acreditava.

Ele sabia, mas não acreditava
Que seu filho homem acreditava
Que era seu filho e imagem semelhança.

Ele sabia, mas não acreditava
Que todos fossemos irmãos
Filhos e deuses.

Naquele dia Deus chorou tanto tanto que adormeceu exausto.

E no seu antigo mundo de sonho sonha com seu primogênito
Outro universo.

domingo, fevereiro 18, 2007

A Revolução dos Campeões

Um filho e seu pai caminhavam por uma montanha. De repente o menino cai, se machuca e grita:
- Aaaí!!!
Para sua surpresa escuta a voz se repetir, em algum lugar da montanha:
- Aaaí!!!
Curioso pergunta:
- Quem é você?
Recebe como resposta?
- Quem é você?
Contrariado grita:
- Seu covarde!
Escuta como resposta:
- Seu covarde!
Olha para o pai e pergunta, aflito:
- O que é isso?
O pai sorri e fala:
- Meu filho, preste atenção.
Então o pai grita em direção a montanha;
- Eu admiro você!
A voz responde:
- Eu admiro você!
De novo, o homem grita:
- Você é um campeão!
A voz responde:
- Você é um campeão!
O menino fica espantado. Não entende,
Então o pai explica:
- As pessoas chamam isso de eco, mas na verdade, isso é a vida. Ela lhe dá de volta tudo o que você diz.
Nossa vida é simplesmente o reflexo de nossas ações. Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração. Se voc6e quer mais competência da sua equipe, desenvolva a sua própria competência.
O mundo é somente prova da nossa capacidade.
Tanto no plano pessoal quanto profissional e espiritual, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela.
A nossa empresa somos nós. Sua vida não é uma coincidência, é consequência de você. Tem a sua cara, é exatamente do tamanho de sua visão de mundo.

sábado, fevereiro 17, 2007

Perfeição

POEMA
Arte de Amar
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Agricultura

Fugindo do campo

Falávamos de agricultura:
_A atividade agrária no mundo_
Uma das mais antigas atividades humanas,
Suas profundas transformações,
Desde a pré-história até os dias de hoje.

Falamos das diversas formas de trabalho no campo:
O trabalho familiar nas pequenas propriedades rurais de subsistência,
O sistema de arrendamento, a parceria,
O recurso dos posseiros, e a esperteza dos grileiros.

Falamos dos tipos de lavouras:
Policultura e monocultura.
Discutimos os problemas,
_ uma série de problemas _
E tudo se enquadra na falta de interesse, vontade política. Lamentável!

Discutimos muito:
Sobre revolução técnico-científica,
De pecuária, latifúndio, emigração e imigração.

Falávamos de muitas coisas!
De épocas:
Idade média,
Costumes, mudanças, escravidão...

O êxodo rural ganhou destaque,
É assunto que não envelhece
É passado, presente, e será sempre, em qualquer tempo,
Assunto atual para discussão.
Nessa pauta cabe tudo
E podemos incluir ao índice a globalização.

Deixando de lado as velhas delongas:
Política, coronelismo, a religião,
É possível discutir horas a fio
_ como fazem os deputados da união _
Quem são os verdadeiros culpados pelo caos da atual situação.

Em alguns lugares ainda se vive como no tempo do feudalismo:
Há famílias vivendo sobe regime de escravidão
Embora rodeada pela burguesia e proletariado
Do sistema capitalista da globalização.
Há famílias que sonham o êxodo sem êxito.
Outras, sem êxito, sonham retornarem-se,
Ou emigrar-se numa longínqua nação.

A professora é ótima,
_ Simpática e sensual, e se chama Flávia! _
Gosta de ensinar, e sabe como prender nossa atenção.

Mas eu paro a meio caminho nessa viagem de peregrinação
Fixo-me na hipótese de Gaia
Na morte da terra
Na morte do sol
Na morte do tempo, sim;
Pois tempo é duração!
A professora me diz algo,
Acha que sou aluno aplicado, e sou;
Mas agora eu estou no congresso _ Eco 92.
Aponto saída para acabar com a miséria das metrópoles e do sertão:
Escolas agrícolas
Mão de obra sustentável _ reforma agrária.
Política de ética e humanização...
Uma saída dessa inércia para um novo começo
Para livrar-nos da vergonha de ser filho desta rica e miserável nação.

Para mim, as nações deviam ser uma família de sobrenome Greem peace.
Bravos guerreiros de atitudes audazes, e amor incondicional à natureza.
Melhor que congressos e congressistas e seus projetos ilusórios, feitos do sangue da alma da natureza e que são engavetados nos restos mortais de árvores centenárias. Quando nos faltar água e o ar, acaso beberemos o vapor do asfalto, comeremos e respiraremos o pó das mobílias e dos imóveis?

Com tanta agressão já feita pelo homem à natureza, só se tem provado uma coisa:
Que a natureza tem um imenso poder de auto-regeneração, e o homem a suga e morre a cada respirar, fôlego a fôlego perde sua essência de identificação; ou seja, a mutabilidade humana é de natureza selvagem, ele se autodestrói visando vida em abundância num futuro que jamais irá vivenciar.
E se plantássemos uma árvore para cada recém-nascido e outra para cada ignorante que morre?
Assim algo útil, louvável, do homem talvez seja eterno, porque o amor e auto-respeito jazem.
Talvez ainda se possa resgatar algo da sabedoria da pré-história como está escrito nos Gênesis: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra.” (Gên .1-28)
“No suor do teu rosto comerás o pão, até que voltes ao solo, pois dele fostes tomado, porque tu és pó e ao pó voltarás.” (Gên. 1-19.)