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sexta-feira, agosto 10, 2007

O IDIOTA E A MOEDA - Arnaldo Jabor

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: - uma grande de 400 REIS e outra menor, de 2000 REIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. “Eu sei”, respondeu o tolo assim. "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda."
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira : Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, o que realmente somos.

"O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente".

Surrealismo

Movimento artístico e literário que surge na França nos anos 20, reunindo artistas anteriormente ligados ao Dadá. Fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud, enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Defende que a arte deve libertar-se das exigências da lógica e expressar o inconsciente e os sonhos, livre do controle da razão e de preocupações estéticas ou morais. Rejeita os valores burgueses, como a pátria e a família. O principal teórico e líder do movimento é o poeta, escritor, crítico e psiquiatra francês André Breton, que em 1924 publica o primeiro Manifesto Surrealista.
A palavra surrealismo havia sido criada em 1917 pelo poeta Guillaume Apollinaire (1880-1918), ligado ao cubismo, para identificar novas expressões artísticas. É adotada pelos surrealistas por refletir a idéia de algo além do realismo.
O início do movimento se dá por volta de 1922. No manifesto e nos textos teóricos posteriores, os surrealistas rejeitam a ditadura da razão e os valores burgueses. Humor, sonho e a contralógica são os recursos a ser utilizados para libertar o homem da existência utilitária.
Em 1929, os surrealistas publicam um segundo manifesto e editam a revista A Revolução Socialista. Entre os artistas ligados ao grupo, em épocas variadas, estão os escritores franceses Paul Éluard (1895-1952), Louis Aragon (1897-1982) e Jacques Prévert (1900-1977), o escultor italiano Alberto Giacometti (1901-1960), o dramaturgo francês Antonin Artaud, os pintores espanhóis Salvador Dalí e Joan Miró, o belga René Magritte, o alemão Max Ernst, e o cineasta espanhol Luis Buñuel.
Nos anos 30, o movimento internacionaliza-se e influencia várias outras tendências, conquistando adeptos em países da Europa e nas Américas. Em 1969, após sucessivas crises, o grupo dissolve-se.

ARTES PLÁSTICAS – A pintura pode ser considerada a principal manifestação artística do surrealismo. Rejeitada como meio de representação do mundo concreto ou da emoção do artista, ela deve expressar o inconsciente.
O movimento divide-se em duas vertentes. Uma mantém o caráter figurativo, mas produz formas inusitadas a partir da distorção ou justaposição de imagens conhecidas. Um exemplo é A Persistência da Memória, de Dalí. Em um espaço representado convencionalmente, relógios parecem estar se derretendo.
Os artistas da outra vertente radicalizam o automatismo psíquico, para que o inconsciente se expresse livremente, sem controle da razão. Entre os expoentes estão Miró e Ernst. As telas do primeiro caracterizam-se por composições de formas coloridas construídas com linhas fluidas e curvas, como em O Carnaval de Arlequim e A Cantora Melancólica.
Na escultura destaca-se o suíço Alberto Giacometti (1901-1966), autor da peça de madeira, arame, fios e vidro O Palácio às Quatro da Manhã.

CINEMA –Os filmes não revelam preocupação com enredo ou história. As imagens expressam desejos não racionalizados e aversão à ordem burguesa. Buñuel, em parceria com Dalí, faz Um Cão Andaluz (1928) e L'Âge D'Or (1930).

LITERATURA – Tanto a poesia como o romance tradicionais são rejeitados pelos surrealistas. A livre associação de idéias expressa o funcionamento do inconsciente. Por vezes são reunidas aleatoriamente frases ou palavras recortadas de jornais. O poeta Éluard, autor de Capital da Dor, adota esse processo de criação. André Breton, além dos textos teóricos do movimento, escreve obras ficcionais, entre elas Nadja, O Amor Louco e Os Vasos Comunicantes.

TEATRO – O surrealismo serve de base para que Artaud elabore seu teatro da crueldade. Poeta, dramaturgo, diretor e ator francês, ele tem como proposta despertar as forças inconscientes do espectador, para libertá-lo do condicionamento imposto pela civilização. Não há separação rígida entre palco e platéia. Parte de sua teoria está exposta no livro O Teatro e Seu Duplo (1936). A montagem mais representativa é a do texto Os Cenci (1935), sobre uma família italiana do Renascimento. Nos anos 40 e 50, os princípios do surrealismo influenciam o Teatro do Absurdo.

SURREALISMO NO BRASIL – O surrealismo é uma das muitas influências captadas pelo modernismo. Nas artes plásticas há traços surrealistas em algumas obras de Tarsila do Amaral, como na tela Abaporu, e Ismael Nery, cuja tela Nu mostra uma mulher branca de um lado e negra do outro. No início da carreira, o pernambucano Cícero Dias (1908-) pinta Eu Vi o Mundo, Ele Começava no Recife, obra que apresenta todas as características surrealistas. Entre os escultores o movimento influencia Maria Martins (1900-1973). Suas peças têm caráter fantástico, como o bronze O Impossível, em que bustos humanos têm lanças no lugar da cabeça.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Abat-Jour

(Fernando Pessoa)
A lâmpada acesa
(Outrem a acendeu)
Baixa uma beleza
Sobre o chão que é meu.
No quarto deserto
Salvo o meu sonhar,
Faz no chão incerto
Um círculo a ondear.
E entre a sombra e a luz
Que oscila no chão
Meu sonho conduz
Minha inatenção.
Bem sei... Era dia
E longe de aqui...
Quanto me sorria
O que nunca vi!
E no quarto silente
Com a luz a ondear
Deixei vagamente
Até de sonhar...

sexta-feira, julho 27, 2007

Além do Cidadao Kane



Além do Cidadao Kane

Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres - proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial - ... all » que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro.

- Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989.

- Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora.

- Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana.

- Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira.



"Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane"

segunda-feira, julho 16, 2007

Tragédia! Acidente grave abala Itapevi.




Obra desaba e deixa habitantes apreensivos: será que houve mortos?

Nessa manhã, antes do horário de almoço, a obra que estava preste a ser inaugurada, e seria uma loja, veio abaixo.
No local várias viaturas e carros de resgate. O policiamento cuidava do cordão de isolamento para impedir o acesso dos curiosos e transeuntes que se recusavam voltar para prosseguir seus destino. No momento caia uma garoa, aliás, desde à noite chovia.
O curioso é que todos comentam este fato como se a chuva fosse a causa do acidente.
Mas desde quando a estrutura de aço da mesma foi erguida e os blocos foram preenchendo os enormes vãos formando uma extensa parede, todos que passavam na rua diziam: “Este prédio vai cair!” Muitos atravessam a rua ao se aproximar da obra, evitando assim o azar de estar por perto quando o previsto acontecesse. E aconteceu!
“Por onde anda a fiscalização?” Diziam.

Fala-se em vítimas que sofreram ferimentos leves; será? Os funcionários que permanecem no local nada dizem sobre seus companheiros, e os bombeiros também nada informam. Porém ouve-se o boato de que houve três mortos.
Estranho é que no local há uma enorme lona entendida, bem arrumada, sobre os escombros. Uns dizem que é para preservar o local até a chegada do pessoal da perícia...
Mas duas horas depois as máquinas ainda não estavam trabalhando na retirada dos entulhos, e no momento do desabamento, segundo os funcionários de lojas vizinhas, havia trabalhadores no alto, do prédio.

Não há como um acidente de tal proporção não causar danos gravíssimo. Além do mais nosso município já sofre discriminação de todos os âmbitos político-social.
Ouvi pessoas, engravatados, dizendo coisas desagradáveis como: “Aqui em Itapevi não é lugar de se viver!” E os outros concordando acrescentaram que só louco investiria num lugar como este. _ Fiquei indignado.