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quarta-feira, novembro 07, 2007

O Poeta - Camões

1- Sua Vida:
Luís Vaz de Camões, um dos maiores poetas da língua portuguesa e uma das maiores expressões da literatura épica universal.
Sua bibliografia é obscura. Filho de nobres empobrecidos não se sabe se nasceu em Lisboa ou em Coimbra, embora tenha feito seus estudos em Coimbra. Também não sabem o ano em que nasceu, se foi em 1517, 1524 ou 1525. Por volta e 1542, encontrava-se em Lisboa, onde freqüentava círculos palacianos e, provavelmente, o próprio paço. Talvez tenha sido preceptor do filho do Conde de Linhares. Exilado no Ribatejo devido ao seu romance com Catarina de Ataíde, viajou até Ceuta, para participar da guerra. De regresso a Lisboa em 1549 ou 1550, feriu com espada um certo Gonçalo Borges, sendo preso por essa razão nos calabouços do Tronco. Libertado em 1553, embarcou para a Índia a bordo da nau São Bento. Participou de varias expedições à costa de Calabar, mar Vermelho e golfo Pérsico. Em 1557, ou 1558, foi para Macau, onde talvez tenha exercido o cargo de provedor de defuntos e ausentes. Por motivos ignorados, foi obrigado a retornar a Goa, sob prisão. A nau em que viajava naufragou em frente ao golfo de Tonquim, e Camões alcançou a nado o rio Mekong, savando o manuscrito de Os Lusíadas, já em fase avançada de produção. Chegou a Goa em fins de 1559 ali ficando até 1567, quando embarco para Portugal. O capitão da nau, porem, deixou o poeta nas costas de Moçambique onde Diogo do Couto foi encontra-lo paupérrimo e vivendo da caridade dos amigos. Conduzido a Portugal em fins de 1569 ou inicio de 1570, fixou-se em Lisboa. Em 1571, obteve licença da Inquisição para publicar seu livro, Os Lusíadas, que só saíram em 1572. Nesse ano, um alvará de D.Sebastião concedeu-lhe uma tença anual de 15.000 réis, durante um período de três anos. Em 10 de junho de 1580, morreu num hospital na mais completa miséria.
2- Suas Obras:
Alem de Os lusíadas, apenas pequena parte de sua obra foi publicada em vida; três pequenas peças líricas em livros alheios: a ode "Aquele único exemplo", nos Colóquios dos simples e drogas e coisas medicinais da Índia, de Garcia da Orta (de 1563); a alegria "Depois que Magalhães teve tecida"; e o soneto "Vós, ninfas de gantética espessura", nas páginas preliminares do livro História da Província de Santa Cruz a que vulgarmente chamam de Brasil, de Pero de Magalhães Gandavo (1576). A totalidade da obra dramática (Anfitriões, Filodemo e Alto d`el rei Seleuco), quase toda a lírica e as cartas são de publicação póstuma. Profundo Conhecedor tanto do estilo poético latino quanto das trovas e cantigas populares, praticou todos os gêneros poéticos. Fez versos tradicionais, em redondilha, com cinco ou sete silabas, e cultivou todos os gêneros clássicos: a écloga de Virgílio, a ode de Horácio, a canção e o soneto de Petrarca, a alegria, etc. e foi primeiro poeta português a escrever uma epopéia clássica. A obra lírica de Camões – típico representante na Renascença portuguesa – oscila entre dois pólos: a atitude espontânea, em que o poeta da vazão a sua experiência intima, e a postura puramente artística, com que pretende desligar-se do clima emocional, atingindo pleno domínio da forma. Na segunda, Camões revela-se um artesão sutil e delicado; ordenando imagens em antítese e paradoxos, antecipou-se à explosão barroca.
2.1 - Poesia épica de Camões:
Os Lusíadas
Forma: A mais importante epopéia em língua portuguesa teve como modelo literário a Ilíada e a Odisséia, do poeta grego Homero. Camões compôs "Os Lusíadas" em 10 cantos, divididos em 1.102 estrofes regulares de 8 versos cada uma, totalizando em 8.816 versos.
Todas as estrofes tem o mesmo esquema rítmico: abababcc, ou seja, rimas cruzadas em 6 versos e emparelhada em dois. São versos decassílabos heróico e o poema se organiza em:
· Proposição do assunto (canto 1, estrofe 1 - 3)
· Invocação às Tágides, musas do rio Tegio (canto 1, estrofes 4 - 5)
· Dedicatórias a D. Sebastião (canto 1, estrofes 6-18)
· Narração da viagem de Vasco da Gama (estrofes 19 - 1.045)
· Epílogo, contendo um fecho dramático a respeito da cobiça e o episodio da ilha dos Amores (estrofe 1.046 - 1.102)
Enredo:
Canto I – Inicia-se a narração com a armada de Vasco da Gama já a caminho de Moçambique. Ocorre, no Olimpo, o Concílio dos deuses: Baco é contra a viagem; Vênus e Marte são a favor. Marte propõe que Mercúrio guie os portugueses. Baco instrui o rei de Moçambique contra os portugueses, mas Vasco da Gama prossegue até Mombaça (o Quênia).
Canto II – Baco continua as suas manobras, instigando os mouros contra os lusitanos. Vênus intercede Juno a Júpiter, que prever glória aos portugueses. Mercúrio aparece num sonho de Vasco da Gama e o aconselha a ir para Melinde. Lá, o navegante começa a contar ao rei história de Portugal.
Canto III – Fazem parte do relato ao monarca de Melinde os episódios de Egas Moniz, o da batalha do Salado e o do Inês de Castro.
Canto IV – Procegue a historia de Portugal, estando em foco a ascensão do Mestre de Avis e o episodio do velho do Restelo: um ancião que aparece na praia do Restelo, advertindo os portugueses sobre os perigos provocados pela vaidade e desejo de fama.
Canto V – Vasco Da gama continua narrando ao rei de Melinde sobre como navegou perigosamente pela costa africana. Em foco, o Fogo de Santelmo, a tromba marítima e o episódio do Gigante Adamastor, figura mítica que personifica o Cabo das Tormentas, mais tarde chamado de Cabo da Boa Esperança.
Canto VI – A frota deixa Melinde rumo as Índias. Baco pede ajuda a Netuno, Deus do mar contra os portugueses. Éolo - Deus dos ventos – desencadeia uma tempestade, mas Vênus intervem e manda as ninfas seduzirem os ventos. A esquadra chega a Calicut (na Índia).
Canto VII – Descrição da Índia. Desembarque e entrevista com o Samorim (rei Hindu). O catual (regedor) visita a frota e pede a Paulo da Gama que Explique os significados das Bandeiras.
Canto VIII - Explicação detalhada de Paulo da Gama sobre os grandes vultos de Portugal. Baco, em sonho, instruiu um sacerdote mulçumano contra os portugueses. Vasco da Gama é preso e trocado por mercadorias.
Canto IX – Os catuais tentam retardar a volta da frota, mas a armada parte. Vênus resolve compensar os lusitanos e ordena a Cupido e à Fama que preparem a Ilha dos Amores. As ninfas lá se instalam e Tétis, deusa dos oceanos, recepciona os portugueses.
Canto X – Banquete no palácio de Tétis, que apresenta a Vasco da Gama a "máquina do mundo", que é a descrição do universo e da Terra.
2.2 - Poesia Lírica de Camões:
A obra lírica de Camões é constituída de poemas feitos na medida velha e na medida nova. A medida velha obedece a poesia de tradição popular, as redondilhas, de 5 ou 7 sílabas (menor ou maior, respectivamente). São composições com um mote (um tema) que se desenvolve em glosas.
Os poemas em medida nova são formas poéticas ligadas a tradição clássica. São eles:
· Sonetos (composições poéticas de 14 versos, distribuídas em dois quartetos e dois tercetos);
· Éclogas (poesia em forma de diálogo, com tema pastoril);
· Elegias (composições que expressam tristeza);
· Canções (composições curtas);
· Oitavas (poemas com as estrofes de 8 versos);
· Sextinas (poemas com as estrofes de 6 versos).
O amor, na poesia lírica de Camões, aparece como um sentimento que leva o homem, tornando-o capaz de atingir o Bem, a Beleza e a Verdade. Também aparece como um sentimento contraditório pela própria natureza. De um lado, ele é manifestação do espírito; de outro, é manifestação carnal. Para Camões, o amor deve ser experimentado, e não apenas intelectualizado. Em sua poesia lírica, o poeta passa a idéia de que o amor só vale a pena quando é complexo, e contraditório. Nos poemas de medida velha, Camões está mais próximo da poesia popular medieval, já nos de média nova aproxima-se de grandes vultos clássicos como o italiano Petrarca, por exemplo.
2.3 – Exemplos de Poesias Líricas de Camões:
Medida Velha:
Descalça vai para a fonte
Mote
Descalça vai para a fonte
Lianor, pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.
Voltas
Leva na cabeça o pote,
Os textos nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamalote;
Trás a vasquinha de cote,
Mais Branco que a neve pura;
Vai fermosa, e não segura.
Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro o entrançado,
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura:
Vai fermosa, e não segura.
Medida Nova:
A parte mais representativa das poesias líricas camonianas são os seus sonetos – todo em versos decassílabos – e que apresenta um verdadeiro ideário do amor.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferente em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto
E, afora esta mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de amor espanto,
Que não se muda já como soía.
3 - Conclusão:
Camões foi sem sombra de duvidas um dos maiores escritores portugueses, fazendo seu próprio estilo e ajudando a outros escritores, até hoje em dia, a criar seu próprio tipo de escrita. Muitos escritores brasileiros famosos dizem ter criatividades das poesias de Camões.
Bibliografia:
Literatura, Produção de Textos & Gramática – Volume Único
Editora Saraiva
Enciclopédia Larousse Cultural
Editora Nova Cultural
Outros Autores: Leonardo Delsi Faria e Thuane Cristina

AIDS: A DOENÇA SEM CURA

Agora o negócio é sério. Hoje vamos falar de uma das mais graves doenças que já sugiram neste planeta: a AIDS.
Como todo mundo sabe, esta doença, que provavelmente veio dos macacos da África, é transmitida facilmente entre aqueles que, no minino, nem desconfiam que estão contraindo a doença.
A AIDS é coisa séria, uma doença que pode levar até a morte se não tratada a tempo. É claro que existemm os medicamentos contra ela. Pena que eles só amenizam seus sintomas e alongam um pouco a vida dos contaminados.
A partir desse momento, estaremos esclarecendo, senão todas, a maioria das duvidas em relação a esta doença, e esperamos ajudar a todos os interessados nas verdades e mentiras deste mal.
UNIDADE 1
O QUE É AIDS
· O que é AIDS
O nome AIDS é uma sigla americana referente a Acquired Imune – Deficiency Syndrome, que em português significa: Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida.
· Qual a causa da AIDS
A AIDS é uma doença provocada pelo vírus HIV que ataca e enfraquece o Sistema Imunológico, podendo levar a sua destruição.
· O vírus HIV
O vírus HIV é uma partícula extremamente pequena (1/1000 mm) constituída de proteínas, lipídios (gorduras) e por RNA (ácido ribonucléico, seu material genético).
· Como surgiu o vírus da AIDS?
Até hoje ainda não sabemos como se originou esse vírus. Existem várias teorias, mas ainda não há provas convenientes. Sabe-se, no entanto, que os primeiros vestígios de seu surgimento estão na África.
De lá, através da imigração, teriam levado a doença até o Haiti, de onde seus moradores o transmitiram aos EUA e de lá para todo o mundo.
Os primeiros diagnósticos da doença nos EUA foram feitos em 1979, e no Brasil em 1982.
· Qual a importância do Sistema Imunológico?
No meio em que vivemos, estamos constantemente em contato com um grande número de microorganismos (vírus, bactérias, fungos etc), que são agentes infecciosos. Eles são responsáveis por várias doenças e, se eles se multiplicarem de maneira descontrolada em nosso organismo, podem nos levar a morte. No entanto, em um individuo normal, a grande maioria das infecções tem uma duração limitada não causando grandes danos ao organismo. Isto ocorre porque temos em nosso corpo, um verdadeiro exército de prontidão, cuja função é destruir os agentes infecciosos. Este exército é constituído por células especiais chamadas linfócitos, que são os glóbulos brancos do sangue. A este sistema de defesa damos o nome de Sistema Imunológico.
· Como o sistema imunológico desempenha sua função?
Existem dois grandes grupos de linfócitos: os linfócitos T e os linfócitos B, que atuam de maneira diferente.
Um tipo de linfócito T, o linfócito T4, age como general do exército das operações de defesa.
Quando um microorganismo invade nosso corpo, ele é reconhecido pelos linfócitos T4 que recrutam outros linfócitos T e B para elimina-lo.
· Como o vírus da AIDS ataca o sistema imunológico?
O HIV ataca especificamente o linfócito T4, tornando-se os novos generais do sistema imunológico. Assim como todos os tipos de vírus, o HIV não consegue sobreviver fora de uma célula. Por isso o HIV junta o útil ao agradável. É como se ele pensasse: "já que tenho que arranjar uma casa vou invadir a casa do prefeito". É por isso que ele ataca justamente os linfócitos T4 para ter o comando do sistema de defesa do corpo humano.
Ao penetrar no T4, o HIV tem duas alternativas a seguir:
O vírus permanece dormente ou em estado de latência no interior do linfócito. A infecção existe, porém as pessoas não apresentam sintomas.
O vírus, por mecanismos não totalmente alucinados, entra em atividade multiplicando-se dentro do linfócito, produzindo novos vírus que acabam destruindo a célula. Após isso eles vão para a corrente sanguínea e invadem novos linfócitos T4. Após a destruição de todos eles é que aparecem os primeiros sintomas da doença.
As pessoas com AIDS ficam vulneráveis a doenças que não seriam ameaças para alguém com um Sistema Imunológico em perfeito estado de conservação.
· O beijo pode transmitir AIDS?
Enquanto um beijo social não apresenta risco de infecção, o beijo profundo e prolongado que envolve a troca de grande quantidade de saliva e possibilita a exposição de pequenas quantidades de sangue, pode ser visto como uma atividade de risco; porém, nunca foi documentado na literatura científica internacional nenhum caso de contaminação do vírus HIV através de um beijo na boca.
· O sexo oral pode transmitir a AIDS?
Embora nenhum caso tenha sido registrado, acredita-se que esse tipo de transmissão seja possível. Isto porque sempre existe risco de que o vírus do esperma ou de secreção vaginal de pessoas infectadas possa entrar em contato com o sangue, através das mucosas bucais, que com freqüência apresentam lesões.
· Transmissão por transfusão de sangue
A transfusão de sangue infectado transmite o vírus. Este meio de transmissão não deveria constituir um risco de vida hoje em dia, uma vez que existe, há algum tempo, um teste de fácil execução para se detectar a contaminação do sangue. No entanto, aqui no Brasil embora seja obrigatória a realização deste teste, ele ainda não vem sendo satisfatoriamente utilizado em todos os bancos de sangue do país. Assim sendo, transfusões sanguínea só deverão ser feitas em casos de absoluta necessidade.
· Transmissão por instrumentos cortantes e seringas contaminadas
As seringas e agulhas contaminadas podem transmitir a AIDS. Estão particularmente expostos a esse perigo, os viciados em drogas que compartilham a mesma seringa.
Outros instrumentos, tais como agulhas de acumputura e de aplicação de tatuagens teoricamente também podem transmitir AIDS a pessoas que tenham a pele perfurada por esses instrumentos. Portanto as seringas e as agulhas devem ser desinfectados após a sua utilização, o se possível devem ser utilizados agulhas e seringas descartáveis.
O mesmo cuidado, por precaução deve ser tomado com alicates de unha, lâminas de barbear, tesouras etc.
· Transmissão da mãe contaminada para o filho
Este tipo de transmissão ocorre no momento do parto ou através da placenta durante a gravidez. Após o nascimento, também é possível uma contaminação através do leite materno.
Por esses motivos é desaconselhável que pessoas soropositivas tenham filhos.
Homossexuais e bissexuais
Os homens homossexuais e bissexuais representam o grupo mais exposto até o momento no Brasil.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Esteróide e Anabolizantes _ Material p/ pesquisa

Esteróide anabolizante
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Os esteróides androgênicos anabólicos (EAA ou AAS - do inglês Anabolic Androgenic Steroids), também conhecidos simplesmente como anabolizantes, são uma classe de hormônios esteróides naturais e sintéticos que promovem o crescimento celular e a sua divisão, resultando no desenvolvimento de diversos tipos de tecidos, especialmente o muscular e ósseo. São substâncias geralmente derivadas do hormônio sexual masculino, a testosterona, e podem ser administradas principalmente por via oral ou injetável. Atualmente não são utilizados somente por atletas profissionais, mas também por pessoas que desejam uma melhor aparência estética, inclusive adolescentes. Os diferentes esteróides androgênicos anabólicos têm combinações variadas de propriedades androgênicas e anabólicas. Anabolismo é o processo metabólico que constrói moléculas maiores a partir de outras menores.
Os esteróides anabólicos foram descobertos nos anos 1930s e têm sido usados desde então para inúmeros procedimentos médicos incluindo a estimulação do crescimento ósseo, apetite, puberdade e crescimento muscular. Podem também ser usados no tratamento de pacientes submetidos a grandes cirurgias ou que tenham sofrido acidentes sérios, situações que em geral acarretam um colapso de proteínas no corpo. O uso mais comum de esteróides anabólicos é para condições crônicas debilitantes, como o câncer e a AIDS. Os esteróides anabólicos podem produzir inúmeros efeitos fisiológicos incluindo efeitos de virilização, maior síntese protéica, massa muscular, força, apetite e crescimento ósseo. Os esteróides anabolizantes também têm sido associados a diversos efeitos colaterais quando forem administrados em doses excessivas, e esses efeitos incluem a elevação do colesterol (aumenta os níveis de LDL e diminui os de HDL), acne, pressão sanguínea elevada, hepatotoxicidade, e alterações na morfologia do ventrículo esquerdo do coração.
Hoje os esteróides anabólicos são controversos por serem muito difundidos em diversos esportes e possuírem efeitos colaterais. Enquanto há diversos problemas de saúde associados com o uso excessivo de esteróides anabólicos, também há uma volumosa quantidade de propaganda, "ciência-lixo" e concepções errôneas da população sobre seu uso. Os esteróides anabólicos são controlados em alguns países incluindo os Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Estes países possuem leis que controlam seu uso e distribuição.


Mecanismo bioquímico
Os efeitos fisiológicos dos andrógenos como a testosterona e a dihidrotestosterona são vastos e vão desde o desenvolvimento fetal para a manutenção de músculos e massa óssea até a vida adulta incluindo o estimulo de estirões de crescimento na puberdade, indução de crescimento de cabelo, produção de óleo pelas glândulas sebáceas e sexualidade (especialmente no desenvolvimento fetal).
Os esteróides anabolizantes são androgênicos e consequentemente produzem efeitos androgênicos no corpo. Os andrógenos estimulam a miogênese, que é a formação de tecido muscular. Também são conhecidos por causar hipertrofia dos dois tipos (I e II) de fibras musculares, embora o mecanismo de como isso acontece ainda não seja totalmente compreendido e existem poucos mecanismos aceitos através dos quais isso pode ocorrer. É amplamente entendido que doses suprafisiológicas de testosterona em homens não-hipogonadais aumenta a densidade do nitrogênio e aumenta a massa magra (muscular) ao mesmo tempo que diminui a gordura, particularmente a abdominal. O aumento na massa muscular é predominantemente da musculatura esquelética e é causado por um aumento na síntese de proteínas musculares ou possivelmente uma diminuição na quebra de proteínas musculares. Existem hipóteses de que andrógenos regulam a composição do corpo ao promover o compromisso de células mesenquimais pluripotentes em linhagens miogênicas e inibindo sua diferenciação em linhagens adipogênicas. Entretanto os andrógenos podem também cumprir um papel anticatabólico ao inibir a atrofia dos músculos esqueléticos através da ação antiglicocorticóide independente do receptor de andrógeno.
Os mecanismos de ação diferem dependendo do esteróide anabólico específico. Diferentes tipos de esteróides anabólicos se ligam ao receptor de andrógeno em diferentes graus, dependendo de sua fórmula química. Esteróides anabólicos como a metandrostenolona não reagem fortemente com o receptor de andrógeno, usando a síntese protéica ou glicogenólise para sua ação, enquanto esteróides como a oxandrolona reagem fortemente com o receptor de andrógeno.
Administração
Aviso Médico
Existem três vias comuns para a administração dos esteróides anabólicos: oral (pílulas), injetável e transdérmico. A administração oral, apesar de ser talvez a mais conveniente, sofre do fato de que os esteróides orais necessitam ser quimicamente modificados, e seu metabolismo na forma ativa pode forçar o fígado. Os esteróides injetáveis são tipicamente administrados intramuscularmente, para evitar variações bruscas no nível sanguíneo. Finalmente, as administrações transdérmicas via creme, gel ou atadura transdérmica têm se tornado populares nos anos recentes.
Efeitos anabólicos e de virilização
Os esteróides androgênicos anabólicos produzem tanto efeitos anabólicos e de virilização (também conhecidos como efeitos androgênicos). A maioria dos esteróides anabólicos funciona de duas maneiras simultâneas. Primeiro, eles funcionam ao se ligar ao receptor andrógeno e aumentando a síntese protéica. Segundo, eles também reduzem o tempo de recuperação ao bloquear os efeitos no tecido muscular do hormônio do stress, o cortisol. Como resultado, o catabolismo da massa muscular corpórea é significativamente reduzido.
Exemplos dos efeitos anabólicos:
* Aumento da síntese protéica a partir de aminoácidos.
* Aumento da massa e força muscular
* Aumento do apetite
* Aumento da remodelagem e crescimento ósseos
* Estimulação da medula óssea, aumentando a produção de células vermelhas do sangue.
Exemplos dos efeitos de virilização/andrógenos:
* Crescimento do clitóris (hipertrofia clitoriana) em mulheres e do pênis em meninos (o pênis adulto não cresce indefinidamente mesmo quando exposto a altas doses de andrógenos)
* Aumento dos pêlos sensíveis aos andrógenos (pêlos púbicos, da barba, do peito, e dos membros)
* Aumento do tamanho das cordas vocais, tornando a voz mais grave
* Aumento da libido
* Supressão dos hormônios sexuais endógenos
* Espermatogênese prejudicada Efeitos colaterais possivelmente não desejados
Muitos andrógenos são capazes de serem metabolizados em compostos que podem interagir com outros receptores de hormônios esteróides como os receptores de estrógeno, progesterona e glicocorticóides, produzindo (geralmente) efeitos adicionais não desejados:
* Possível pressão sanguínea elevada
* Níveis de colesterol –Alguns esteróides podem causar um aumento nos níveis de LDL e diminuição nos de HDL. Isso pode aumentar o risco de ocorrer uma doença cardiovascular ou doença da artéria coronária em homens com alto risto de colesterol ruim.
* Acne– Devido à estimulação das glândulas sebáceas
* Conversão para DH (Dihidrotestosterona). Isso pode acelerar ou causar calvície precoce e câncer de próstata.
* Alteração da morfologia do ventrículo esquerdo – os AAS podem induzir a um alargamento e engrossamento desfavorável do ventrículo esquerdo, que perde suas propriedades de diástole quando sua massa cresce. Entretanto a relação negativa entre a morfologia do ventrículo esquerdo e o déficit das funções cardíacas têm sido discutida.
* Hepatotoxicidade – Causado particularmente por componentes de esteróides anabólicos orais que são 17-alfa-alquilados para que não sejam destruídos pelo sistema digestivo.
* Crescimento excessivo da gengiva
Efeitos colaterais em homens
Ginecomastia – Desenvolvimento das mamas nos homens. Geralmente isso ocorre devido a altos níveis de estrogênio circulante. Esses níveis também são resultado da taxa aumentada de conversão de testoterona em estrogênio via enzima aromatase.
Função sexual reduzida e infertilidade temporária
Atrofia testicular – Efeito colateral temporário que é devido ao déficit nos níveis de testosterona natural que leva à inibição da espermatogênese. Como a maioria da massa do testículo tem com função o desenvolvimento do espermatozóide, o tamanho dos testículos geralmente retorna ao tamanho natural quando a espermatogênese recomeça, algumas semanas após o uso do esteróide anabólico ser cessado.

Efeitos colaterais em mulheres
* Pêlos do corpo crescem
* Voz fica mais grave
* Aumento do tamanho do clitóris (hipertrofia clitoriana)
* Diminuição temporária nos ciclos menstruais
Efeitos colaterais em adolescentes
* Crescimento comprometido – O abuso de agentes pode prematuramente parar o crescimento do comprimento dos ossos (fusão prematura da epífise devido aos altos índices de metabólitos do estrogênio)
* Maturação óssea acelerada
* Aumento na freqüência e duração das ereções
* Desenvolvimento sexual precoce e desenvolvimento extremo das características sexuais secundárias (hipervirilização)
* Crescimento do falo (hipergonadismo ou megalofalia)
* Aumento dos pêlos púbicos e do corpo
* Ligeiro crescimento de barba
Há muito tempo tem sido buscado um esteróide anabólico ideal (um hormônio somente com efeitos anabólicos, sem efeitos virilizantes). Muitos esteróides anabólicos sintéticos têm sido desenvolvidos na tentativa de encontrar moléculas que produzam uma alta taxa anabólica ao invés de efeitos virilizantes. Infelizmente, os esteróides mais efetivos conhecidos para aumento de massa corporal também têm os efeitos androgênicos mais fortes.
Uso médico
Os esteróides anabólicos foram testados por médicos para muitas finalidades desde a descoberta da testosterona sintética dos 1930s aos 1950s, algumas com sucesso. Um dos usos iniciais de esteróides foi para o tratamento de cansaço crônico, como o dos prisioneiros nos campos de concentração nazistas e prisioneiros de guerra. Durante a Segunda Guerra Mundial, pesquisas foram realizadas pelos cientistas alemães para a síntese de outros esteróides anabólicos, e foram feitos experimentos em prisioneiros humanos e nos próprios soldados alemães, esperando aumentar as tendências de agressividade de suas tropas. O médico de Adolf Hitler revelou que Hitler recebeu injeções de derivados de testosterona para tentar tratar várias de suas doenças.

Depotestosterona, uma forma sintética de testosterona produzida para fins médicos
Estimulação da medula óssea: Durante décadas, os esteróides anabólicos foram importantes para a terapia de anemias hipoplásicas não causadas por deficiência nutritivas, especialmente a anemia aplásica. Os esteróides anabólicos vêm sendo lentamente substituídos por hormônios sintéticos (como a epoetina alfa) que estimulam seletivamente o crescimento de precursores das células do sangue.
Estimulação do crescimento: Os esteróides anabólicos foram receitados em larga escala por endocrinologistas pediátricos para crianças com deficiência no crescimento dos anos 1960s até os 1980s. A disponibilidade de hormônio do crescimento sintético e a estigmatização social crescente sobre o uso de esteróides anabólicos levou à descontinuação deste uso.
Estimulação do apetite e preservação e aumento de massa muscular: Esteróides anabólicos tem sido dados para pessoas com condições crônicas desgastantes como câncer e AIDS.
Indução da puberdade masculina: Andrógenos são receitados para muitos garotos com atraso da puberdade. Atualmente a testosterona é praticamente o único andrógeno usado para esse fim, mas esteróides anabólicos sintéticos foram usados anteriormente nos anos 1980s.
O enantato de testosterona pode mostrar-se um método útil, seguro, reversível e efetivo para contracepção hormonal masculina num futuro próximo.
Usado para problemas relacionados com a idade em idosos. Os esteróides anabólicos têm se mostrado como auxiliares em muitos problemas da velhice.
Usado em terapia de reposição hormonal para homens com baixos níveis de testosterona. (veja hipogonadismo)
Usado para dismorfia de gênero: ao passo que as características secundárias masculinas (puberdade) se iniciam em pacientes diagnosticados como feminino-para-masculino. Os derivados mais utilizados da testosterona são o Sustanon e o Enantato de Testosterona que tornam a voz mais grave, aumentam as massas muscular e óssea, os pêlos faciais, os níveis de células vermelhas do sangue e o clitóris.
Uso e abuso
Os esteróides anabólicos têm sido usados por homens e mulheres em muitos tipos diferentes de esportes (cricket, atletismo, levantamento de peso, fisiculturismo, arremesso de peso, ciclismo, beisebol, luta, artes marciais, boxe, futebol, etc.) para atingir um nível competitivo ou para ajudar na recuperação de lesões. O uso de esteróides para se obter vantagens competitivas é proibido pelas leis dos corpos governamentais de vários esportes.
Os esteróides anabólicos têm sido prevalentes também entre os adolescentes, especialmente aqueles que praticam esportes. Foi sugerido que a prevalência de uso entre os estudantes das High School americanas pode chegar a 2,7%. Os estudantes homens usaram mais do que as mulheres e aqueles que participavam de esportes, em média, usaram com mais freqüência do que aqueles que não praticavam.
É extremamente difícil determinar a percentagem da população que tem utilizado recentemente esteróides anabólicos, mas esse número parece ser muito baixo. Os usuários de esteróides tendem a ser homens entre 15 e 25 anos e fisiculturistas não-competitivos e não-atletas que usam por razões cosméticas.
Minimização dos efeitos colaterais
Tipicamente os fisiculturistas, atletas e esportistas que usam anabolizantes tentam minimizar seus efeitos colaterais negativos. Por exemplos, alguns aumentam a quantidade de exercícios cardiovasculares para ajudar a evitar os efeitos da hipertrofia do ventrículo esquerdo.
Alguns andrógenos vão se aromatizar e se converter em estrógeno, potencialmente causando alguma combinação dos efeitos colaterais citados acima. Durante o ciclo do esteróide, os usuários tendem a tomar um inibidor da enzima aromatase e/ou um Modulador Seletivo do Receptor de Estrógeno (MSRE); estas drogas afetam a aromatização e a ligação ao receptor de estrogênio, respectivamente. O MSRE tamoxifeno é de particular interesse, já que ele previne a ligação ao receptor de estrogênio no peito, reduzindo o risco de ocorrer a ginecomastia.
Além disso, a 'terapia pós-ciclo' (TPC) é prescrita, a fim de combater a supressão natural da testosterona e recuperar a função do HPTA (eixo hipotalâmico-pituitário-gonadal). A TPC tipicamente consiste em uma combinação das seguintes drogas, dependendo do protocolo que é utilizado:
* Um Modulador Seletivo do Receptor de Estrógeno (MSRE), como o citrato de clomifeno e/ou citrato de tamoxifeno (esta é a droga primária da TPC).
* Um inibidor da enzima aromatase conhecido como anastrozole.
* Gonadotrofina coriônica humana, hCG (tem se tornado menos comum, já que hoje este hormônio é mais utilizado durante o ciclo, ao invés de depois).
O objetivo do TPC é devolver o balanço hormonal endógeno original ao corpo no menor espaço de tempo possível.
Os usuários geneticamente propensos à perda prematura de cabelo, que o uso de esteróides pode torná-la mais acentuada, têm utilizado a droga finasterida por períodos prolongados de tempo. A finasterida reduz a conversão de testosterona em DHT, esta última tendo um potencial muito maior de causa alopécia (ausência de pêlos). A finasterida não tem utilidade nos casos em que o esteróide não é convertido em um derivado mais androgênico.
Como alguns anabolizantes podem ser tóxicos para o fígado ou podem causar aumentos na pressão sanguínea ou colesterol, muitos usuários consideram ideal fazer freqüentes testes sanguíneos e de pressão sanguínea para ter certeza de que seus níveis de pressão e colesterol ainda estão nos níveis normais. Como os anabolizantes podem aumentar o colesterol, eles podem, conseqüentemente, aumentar o risco de um ataque cardíaco em seus usuários. Logo, geralmente é considerada obrigatória para todos os usuários a realização testes sanguíneos enquanto estiverem utilizando os anabolizantes.
Lendas urbanas e concepções errôneas
Os esteróides anabólicos, como qualquer outra droga, têm estado no centro de muita controvérsia e por causa disso existem muitos mitos populares sobre os seus efeitos obtidos e colaterais. Como muitas drogas da cultura popular, as concepções errôneas sobre os esteróides anabólicos provavelmente surgiram da falta de conhecimento sobre os reais efeitos colaterais destas drogas. Por exemplo, uma dessas lendas diz que os esteróides anabólicos podem fazer com que o pênis diminua de tamanho. É muito provável que essa falsa afirmação tenha surgido do efeito colateral que realmente ocorre conhecido como atrofia testicular, no qual o uso de esteróides anabolizantes causa a redução da secreção do hormônio luteinizante e hormônio estimulante folicular da porção anterior da hipófise, logo reduzindo o tamanho do testículo. Esse efeito colateral é temporário e os testículos voltam ao tamanho normal logo que a administração exógena do andrógeno for suspensa. Outra idéia muito difundida na população e que a mídia ajuda a difundir é a de que os esteróides anabolizantes são altamente perigosos e as taxas de mortalidade entre usuários são altas. A verdade é que os esteróides anabólicos são usados amplamente na área médica sem nenhum sérios risco para a saúde dos usuários, e nenhuma evidência científica mostrou problemas de saúde a longo prazo com o uso correto de esteróides anabolizantes. Enquanto o risco de morte está presente em muitas drogas, o risco de morte prematura devido ao uso de esteróides anabolizantes é extremamente baixo. É possível que esse mito tenha ganho popularidade nos Estados Unidos a partir da afirmação de que o jogador de futebol americano Lyle Alzado morreu de câncer no cérebro por ter usado esteróides anabolizantes. O próprio jogador chegou a afirmar que seu câncer tinha sido causado graças aos esteróides anabolizantes. Entretanto, não há evidência médica provando que os esteróides anabolizantes podem causar câncer no cérebro e os próprio médicos que trataram Alzado afirmaram que o uso de esteróides anabolizantes nada teve a ver com sua morte.
Outros mitos afirmam que o uso de anabolizantes pode levar adolescentes a cometer suicídio. Já que se sabe os baixos níveis de testosterona são causadores da depressão, e que um final de ciclo de anabolizantes resulta em baixos níveis de testosterona, essa afirmativa é altamente questionável. Nos Estados Unidos o uso estimado de esteróides anabolizantes entre estudantes de High School foi de 2,8% em 1999. Por outro lado, no ano de 2000 nos Estados Unidos, o suicídio foi a terceira causa que mais levou à morte entre jovens entre 15 e 24 anos. Com a existências destas altas taxas de suicídio entre os adolescentes, concluir que os esteróides anabolizantes são responsáveis pelo suicídio que os tomaram antes de cometerem suicídio é uma afirmação um tanto precipitada. Além disso, embora os fisiculturistas adolescentes têm usado anabolizantes desde o início dos anos 1960s, apenas alguns casos sugerindo a ligação entre o uso e o suicídio foram descritos na literatura médica.
Uma das idéias errôneas sobre o uso de anabolizantes é sobre o efeito sobre o temperamento agressivo que surgiria nos usuários. Existem poucas ou nenhuma evidência para provar que essa condição realmente existe. A maioria dos estudos envolvendo comportamentos agressivos e o uso de anabolizantes não mostram efeitos psicológicos como conseqüência, implicando que esse comportamento agressivo não é um efeito dos esteróides, ou que os efeitos na agressividade são muitos pequenos para serem mensurados. Muitos cientistas e médicos concluíram que os esteróides anabolizantes não têm efeitos de aumento de comportamento agressivo.
O ator, ex-fisiculturista e governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, também é alvo de outra lenda sobre os efeitos dos anabolizantes. Arnold Schwarzenegger admitiu que usou esteróides anabolizantes durante sua carreira de fisiculturista por muitos anos, e em 1997 fez uma cirurgia para corrigir um defeito relacionado ao seu coração. Algumas pessoas afirmaram que esse defeito foi causado pelo uso dos anabolizantes. Entretanto, Arnold Schwarzenegger nasceu com um problema genético congênito no qual seu coração tinha uma valva aortica bicúspide; em outras palavras, enquanto nos corações normais a valva aórtica tem três cúspides, a valva aórtica do ator tinha, de nascença, apenas duas, o que poderia causar problemas futuros em sua vida.
Tráfico ilegal de esteróides anabolizantes
Como os anabolizantes são geralmente consumidos em países diferentes dos quais eles são produzidos, eles devem ser contrabandeados através das fronteiras internacionais. Como a maioria das operações de tráfico, uma operação sofisticada do crime organizado está envolvida, freqüentemente em conjunto com outros tipos de contrabando (incluindo outras drogas ilegais). Ao contrário dos traficantes de drogas recreacionais psicoativas como maconha e heroínas, não há muitos casos retratados de traficantes de anabolizantes sendo presos. A maioria destes consegue obter a droga através do mercado negro, e mais especificamente, farmacêuticos, veterinários, e médicos. Os anabolizantes comprados do mercado negro podem ser falsificados ou originalmente produzidos para uso veterinário. O que por si só não vem a ser perigoso, exceto pelo fato de que esses medicamentos são produzidos e manuseados em ambientes menos estéreis, já que o seu destino seria os animais.
Produção
Os anabolizantes precisam de processos farmacêuticos sofisticados e equipamentos avançados para serem produzidos. Por esse motivo, são fabricados por companhias farmacêuticas legítimas ou laboratórios "underground" (ilegais) com uma grande infra-estrutura. Os mesmos problemas comuns que estão presentes no tráfico ilegal de drogas (como as substituições químicas, cortes e diluição) também afetam os esteróides anabolizantes, e esses processos podem tornar sua qualidade questionável ou perigosa para o consumidor final.
Nos anos 1990s a maioria das fabricantes americanas como Ciba, Searle e Syntex pararam de produzir e de divulgar os esteróides anabólicos dentro dos Estados Unidos. Entretanto, em muitas outras regiões, particularmente a Europa Oriental, eles ainda são produzidos em grande quantidade. Os anabolizantes europeus são a origem de muitos dos esteróides vendidos ilegalmente na América do Norte. No entanto, os esteróides anabólicos ainda estão sendo amplamente utilizados para fins veterinários, e muitos dos anabolizantes ilegais são fabricados, de fato, para fins veterinários.
Distribuição
Nos Estados Unidos e Canadá, os anabolizantes são comprados assim como qualquer outra droga ilegal através de "traficantes" que conseguem obter as drogas de diversas fontes, embora a maioria dos usuários preferiria comprar legalmente as drogas mas não podem pois as leis restritivas são contra a posse de esteróides. Anabolizantes falsificados são uma solução comum para a falta de disponibilidade legal nos Estados Unidos e Canadá, embora o mercado negro de importação continua no México, Tailândia e outros países onde os esteróides são mais facilmente disponíveis e, em muitos países, legalizado. Muitas pessoas produzem anabolizantes falsos e os colocam à venda na internet, o que causa uma ampla variedade de problemas de saúde.
A maioria dos esteróides anabólicos são vendidos hoje em academias, competições e através dos correios. A maior parte destas substâncias nos Estados Unidos é contrabando. Além disso, um grande número de produtos falsificados são vendidos como esteróides anabolizantes, particularmente por websites de farmácias de fachada. Além do uso recreativo dos anabolizantes, os usuários do Reino Unido têm consumido drogas ilícitas também, como a maconha e cocaína.

História
Comentários de atletas profissionais da Grécia antiga sugerem que foi utilizada uma ampla variedade de substâncias esteróides naturais com o objetivo de promover crescimento androgênico e anabólico. Estes foram de extratos dos testículos até materiais de plantas. Remédios tradicionais em geral, tanto no Ocidente como na medicina Asiática contemporânea, contém várias substâncias que devem promover a virilidade e vários aspectos masculinos, mesmo que não totalmente com relação ao aumento dos músculos e da habilidade atlética tanto quanto performance sexual. Na medicina Chinesa tradicional, substâncias como chifre de alce, osso de tigre, bexiga e bílis de urso, ginseng e outras raízes e muito mais eram primariamente consumidos para ressaltar o organismo masculino. A ciência não recomenda estes métodos.
Acredita-se que os esteróides anabolizantes farmacêuticos modernos tenham sido descobertos inadvertidamente por cientistas alemães no começo da Década de 30, mas quando foi descoberto ele não foi considerado significante o bastante para promover estudos posteriores. A primeira referência conhecida a esteróides anabolizantes nos EUA foi em uma carta ao editor da revista Strenght and Health em 1938. Na década de 50, o interesse científico por eles foi aumentado, e Metandrostenolona (Dianabol) foi aprovada para uso nos Estados Unidos pela Administração de comida e drogas americana em 1958 após vários testes com bons resultados foram conduzidos em outros países.
Ao longo dos anos 50, 60, 70 e até 80 havia a dúvida se os Esteróides Anabolizantes realmente tinham um efeito. Em um estudo no ano de 1972, uma parte dos participantes foi informada que eles receberiam injeções de esteróides anabólicos diariamente, mas ao invés disso lhes foi administrado placebo. A melhora de performance deles foi similar à dos participantes que tomaram compostos anabólicos de verdade. Este estudo teve muitas falhas incluindo controles inconsistentes e doses insignificantes. De acordo com Geraline Lin, um pesquisador do Instituto Nacional do Abuso de Drogas americano, até a época de publicação de livros em 1996, os resultados deste estudo ainda não haviam sido contestados e postos a teste, durante 18 anos.
No estudo de 1996 mencionado anteriormente que foi fundado pelo NIH americano ele examinou o efeito de altas doses de testosterona enanthate (600 mg/semana intramuscular por 10 semanas). Os resultados mostraram um claro aumento na massa muscular e diminuição da gordura corporal naqueles que tomaram testosterona ao invés de placebo. Nenhuma reação adversa foi percebida.
The U.S. Congress in the Anabolic Steroid Control Act of 1990 placed anabolic steroids into Schedule III of the Controlled Substances Act (CSA). The CSA define os esteróides anabolizantes como qualquer droga ou substância hormonal quimicamente e farmacologicamente relacionada à testosterona (other than estrógenos, progestins, and corticosteroids) que promove o crescimento muscular.
No início dos anos 1990s, após a scheduled dos esteróides anabolizantes nos Estados Unidos, diversas companhias farmacêuticas pararam de produzir ou comercializar os produtos nos Estados Unidos, incluindo a Ciba, Searle, Syntex e outras.
In addition, an entire market for counterfeit drugs emerged at this time. Nunca visto Never seen in the previous 30 years of their availability on the U.S. market, os computadores e a tecnologia dos scanners tornou made the ease of counterfeiting legitimate products by utilizing their original label design, and the market was flooded with products that contained everything from mere vegetable oil to toxic substances which unsuspecting users injected into themselves, of which some died as a result of blood poisoning, methanol poisoning or subcutaneous abscess.
Em 20 de Janeiro de 2005, the Anabolic Steroid Control Act of 2004 took effect, amending the Controlled Substance Act to place both anabolic steroids and prohormones em uma lista de substâncias controladas, making possession of the banned substances without a prescription a federal crime.

Movimento para a descriminalização
Os esteróides anabolizantes são substâncias controladas nos Estados Unidos e são estritamente reguladas em outros países - Talvez seja importante salientar que os esteróides anabolizantes estão prontamente disponíveis sem prescrição médica em alguns países como México, Alemanha e Tailândia. Entretanto, desde que o congresso dos Estados Unidos aplicou em 1990 o Ato de Controle dos Esteróides Anabolizantes, surgiu um pequeno movimento muito crítico contrário às leis sobre os esteróides anabolizantes. Em 21 de Junho de 2005, o programa americano de televisão Real Sports apresentou um quadro discutindo a legalidade e proibição dos esteróides anabólicos nos Estados Unidos. Foi então apresentado Gary I. Wadler, M.D., presidente da Agência Anti-Doping dos Estados Unidos, que é um forte ativista anti-esteróides. Quando foi pressionado a apresentar as evidências científicas de que os anabolizantes são "altamente fatais", como ele mesmo afirmou, Wadler admitiu que não havia evidências. O apresentador do programa, Bryant Gumbel, concluiu que a grande preocupação com os perigos dos anabolizantes na mídia foi 'muita fumaça e nenhum fogo'. O programa mostrou também John Romano, um ativista pró-esteróides que edita o 'Fator Romano', uma coluna de movimento pró-esteróides na revista americana de fisiculturismo Muscular Development.
Em Julho de 2005, o procurador Philip Sweitzer enviou um documento público para o governo e senado americanos. Nele ele criticou os deputados por restringirem o uso de anabolizantes, assim como criticou a "desconsideração à realidade científica por um efeito simbólico". Ele também pediu a consideração da descriminalização dos esteróides anabólicos nos Estados Unidos e pediu uma nova direção política. Desde os anos 1980s, a posição do governo americano é a de que o risco do uso de esteróides é muito alto para permitir a sua descriminalização e regulamentação.
Lista de componentes anabólicos
Testosterona
Metandrostenolona / Metandienona (Dianabol)
Nandrolona Decanoato (Deca-durabolin)
NandrolonaNandrolona Fenilpropionato (Durabolin)
BoldenonaUndecilenato de Boldenona (Equipoise)
Estanozolol (Winstrol)
Oximetolona (Anadrol-50) (Hemogenin)
Oxandrolona (Anavar)
Fluoximesterona (Halotestin)
Trembolona (Fina)
Enantato de Metenolona (Primobolan)
4-Clorodehidrometiltestosterona (Turinabol)
Mesterolona (Proviron)
Mibolerona (Cheque Drops)
Nota: Muitos desses produtos não estão mais disponíveis de seus fabricantes originais e agora são fabricados em laboratórios ilegais nos Estados Unidos, México e Canadá, mas ainda estão amplamente disponíveis em certos países, na maioria dos casos de subsidiárias dos fabricantes originais (e.g. Schering, Organon).

sexta-feira, outubro 26, 2007

Homem deve lutar por seu destino _ Paulo Coelho

Destino...
Sempre quando ouço algo a esse respeito me lembro de um texto de um colunista da Folha.
Quando ele o escreveu eu não me lembro, a razão de tê-lo escrito, muito menos.
Também não consigo descobrir o motivo de tê-lo retido na memória. Só sei que vive em mim como lembranças que se manifestam em dia de chuva...
“Homem deve lutar por seu destino” se me lembro bem era o título, e se não me falha a memória o colunista era o grande escritor Paulo coelho. Infelizmente, o que tenho, o que hoje encontrei dentro de um velho livro do Arnaldo Jabor, “Eu Sei Que Vou Te Amar”, o qual tive a honra de adquiri-lo autografado na Bienal do livro em São Paulo, é apenas o pequeno recorte do conto sem detalhes do autor e sem registro do tempo. Mas o que importa na vida é a história em si.

Vou repassar a história especialmente pra você que gosta de refletir histórias e delas tirar proveito para a própria vida; pois os ensinamentos estão em tudo, nos pequenos e grandes fatos da história do dia a dia; é-la:

“Malba Tahan conta a história de um homem que encontrou um anjo no deserto e lhe deu água. “Sou o anjo da morte e vinha buscá-lo”. Disse o anjo. “Mas, como você foi bom, vou lhe emprestar o ‘Livro do Destino’ por cinco minutos; você pode mudar seu fim”.
O anjo lhe entregou o livro. Ao folhear suas páginas, o homem foi lendo a vida dos seus vizinhos. Ficou descontente com o destino deles: “Estas pessoas não merecem coisas tão boas”, pensou. De caneta em punho, começou a alterar o que estava escrito nas páginas, piorando a vida de cada um.
Finalmente, chegou na página de sua vida. Viu seu final trágico, mas, quando preparava-se para mudá-lo, o livro sumiu. Os cinco minutos já tinha passado.
E o anjo, ali mesmo, levou a alma do homem.”

Aconteceu algo parecido comigo; por isso quis contar essa história.
Mas o que aconteceu comigo ainda não esta escrito, exceto no livro da vida.
O que aconteceu comigo?
Tem certeza que quer saber a minha história?

terça-feira, outubro 23, 2007

TESES SOBRE FEUERBACH _ Karl Max

I-O defeito fundamental de todo materialismo anterior - inclusive o de Feuerbach - está em
que só concebe o objeto, a realidade, o ato sensorial, sob a forma do objeto ou da
percepção, mas não como atividade sensorial humana, como prática, não de modo
subjetivo. Daí decorre que o lado ativo fosse desenvolvido pelo idealismo, em oposição
ao materialismo, mas apenas de modo abstrato, já que o idealismo, naturalmente, não
conhece a atividade real, sensorial, como tal. Feuerbach quer objetos sensíveis, realmente
diferentes dos objetos de pensamento; mas tampouco concebe a atividade humana como
uma atividade objetiva. Por isso, em A Essência do Cristianismo, só considera como
autenticamente humana a atividade teórica, enquanto a prática somente é concebida e
fixada em sua manifestação judia grosseira. Portanto, não compreende a importância da
atuação "revolucionária", prático-crítica.
II-O problema de se ao pensamento humano corresponde uma verdade objetiva não é um
problema da teoria, e sim um pro blema prático. É na prática que o homem tem que
demonstrar a verdade, isto é, a realidade, e a força, o caráter terreno de seu pensamento.
O debate sobre a realidade ou a irrealidade de um pensamento isolado da prática é um
problema puramente escolástico.
III-A teoria materialista de que os homens são produto das circunstâncias e da educação e de
que, portanto, homens modificados são produto de circunstâncias diferentes e de
educação modificada esquece que as circunstâncias são modificadas precisamente pelos
homens e que o próprio educador precisa ser educado. Leva, pois, forçosamente, à
divisão da sociedade em duas partes, uma das quais se sobrepõe à sociedade (como, por
exemplo, em Robert Owen). A coincidência da modificação das circunstâncias e da
atividade humana só pode ser apreendida e racionalmente compreendida como prática
transformadora.
IV-Feuerbach parte do fato da auto-alienação religiosa, do desdobramento do mundo em um
mundo religioso, imaginário, e outro real. Sua tarefa consiste em decompor o mundo
religioso em sua base terrena. Não vê que, uma vez realizado esse trabalho, o principal
continua por fazer. Na realidade, o fato de que a base terrena se separe de si mesma e fixe
nas nuvens um reino independente só pode ser explicado através da dilaceração interna e
da contradição desse fundamento terreno consigo mesmo. Este último deve, portanto,
primeiro ser compreendido em sua contradição e em seguida revolucionado praticamente
mediante a eliminação da contradição. Por conseguinte, depois de descobrir, por exemplo
na família terrena o segredo da sagrada família, é preciso criticar teoricamente aquela e
transformá-la praticamente.
V-Não satisfeito com o pensamento abstrato, Feuerbach recorre à percepção sensível. Não
concebe, porém, a sensibilidade como uma atividade prática, humano-sensível.
VI-Feuerbach dilui a essência religiosa na essência humana. Mas a essência humana não é
algo abstrato, interior a cada indivíduo isolado. É, em sua realidade, o conjunto das
relações sociais.
Feuerbach, que não emprende a critica dessa essência real, vê-se, portanto, obrigado
1- a fazer caso omisso da trajetória histórica, fixar o sentimento religioso em si mesmo e
pressupor um indivíduo humano abstrato, isolado;
2 - nele, a essência humana só pode ser concebida como "espécie", como generalidade
interna, muda, que se limita a unir naturalmente os muitos indivíduos.
VII-Feuerbach não vê, portanto, que o "sentimento religioso" é, também, um produto social e
que o indivíduo abstrato que ele analisa pertence, na realidade, a uma forma determinada
de sociedade.
VIII-A vida social é essencialmente prática. Todos os mistérios que desviam a teoria para o
misticismo encontram sua solução racional na prática humana e na compreensão desta
prática.
IX-O máximo a que chega o materialismo perceptivo, isto é, o materialismo que não concebe
a sensibilidade como uma atividade prática, é a percepção dos diferentes indivíduos
isolados da «sociedade civil".
X-O ponto-de-vista do antigo materialismo é a sociedade "civil"; o do novo materialismo, a
sociedade humana ou a humanidade socializada.
XI-Os filósofos não fizeram mais que interpretar o mundo de forma diferente; trata-se porém
de modificá-lo.
Escrito por Marx durante a primavera do 1845. Redigido e publicado pela primeira vez
em 1888, por Engels como apêndice da edição em folheto à parte de seu Ludwig
Feuerbach. Publica-se de acordo com o texto da edição em folheto à parte, de 1888,
após confronto com o manuscrito de Marx. Traduzido do espanhol.