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domingo, agosto 16, 2009

Protocolo IP

IP é um acrónimo para a expressão inglesa "Internet Protocol" (ou Protocolo de Internet), que é um protocolo usado entre duas ou mais máquinas em rede para encaminhamento dos dados.

Os dados numa rede IP são enviados em blocos referidos como pacotes ou datagramas, os termos são basicamente sinónimos no IP, sendo usados para os dados em diferentes locais nas camadas IP. Em particular, no IP nenhuma definição é necessária antes do host tentar enviar pacotes para um host com o qual não comunicou previamente.

O IP oferece um serviço de datagramas não confiável, também chamado de melhor esforço; ou seja, o pacote vem quase sem garantias. O pacote pode chegar desordenado, comparado com outros pacotes enviados entre os mesmos hosts, também podem chegar duplicados, ou podem ser perdidos por inteiro. Se a aplicação precisa de confiabilidade, esta é adicionada na camada de transporte.

Os roteadores são usados para reencaminhar datagramas IP através das redes interconectadas na segunda camada. A falta de qualquer garantia de entrega significa que o desenho da troca de pacotes é feito de forma mais simplificada. Note que se a rede cai, reordena ou de outra forma danifica um grande número de pacotes, a performance observada pelo utilizador será pobre, logo a maioria dos elementos de rede tentam arduamente não fazer este tipo de coisas - melhor esforço. Contudo, um erro ocasional não irá produzir nenhum efeito notável.

O IP é o elemento comum encontrado na internet pública dos dias de hoje. É descrito no RFC 791 da IETF, que foi pela primeira vez publicado em Setembro de 1981. Este documento descreve o protocolo da camada de rede mais popular e atualmente em uso. Esta versão do protocolo é designada de versão 4, ou IPv4. O IPv6 tem endereçamento de origem e destino de 128 bits, oferecendo mais endereçamentos que os 32 bits do IPv4.

Visite o site do Jacuri e dê sua opinião, eu ficaria muito feliz com a sua participação. Você tem uma história? http://sites.google.com/site/dojacuri

quinta-feira, agosto 13, 2009

A história do nego fujão

A história do nego fujão

Os negros e os índios, embora considerados insignificantes, sempre tiveram presentes no ciclo de acontecimentos mais importantes da história dessa pátria, o Brasil,
Durante e após os vários movimentos revolucionários precedentes aos séculos até a data da “Proclamação da República” e fim da escravidão. Eles eram peças de interesse comum a todos. Durante e após os principais movimentos, como os movimentos nativistas, complexos e de interesses bastante contraditórios, senhores, escravos, metrópoles e colônias inteiras sofreram mudanças significativas no segmento de suas vidas.

No período da Guerra dos Emboabas (1709), em Minas Gerais, um respeitável senhor e sua numerosa família vindos de Tietê, S.P, fixou residência nas proximidades de Vila Rica. Inúmeros escravos e índios domesticados, ou melhor, civilizados, faziam parte de seus bens e eram elementos fundamentais para que ele alcançasse a tão almejada riqueza que ia muito além de ser próspero senhor de engenho e proprietário de minas de ouro. Ele queria uma posição, um lugar na corte, um título, um brasão. E para tanto precisava de muitos escravos e serviçais. O foco era ficar perto do ouro. Caso fosse preciso, se instalaria dentro de uma mina, mas faria fortuna. Ah faria!

Naquela época o Vale do Rio Doce causara euforia às metrópoles e principalmente a Portugal, maior potência do comércio Europeu. O Brasil era realmente o país do futuro. Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais dariam um futuro glorioso a todos os portugueses que aliados ao Rei se dispusessem a extrair riquezas dessa terra generosa.

Depois de o Rei elevar São Paulo à categoria de cidade, em 1711, e separá-lo administrativamente da região das Minas, muitos viram nessas atitudes engenhosas reais possibilidades de rápido enriquecimento nessas regiões.

As regiões montanhosas dificultavam o transporte das tropas tanto do porto para São Paulo quanto, ou muito mais, de São Paulo aos vales do ouro. As tropas sofriam. Ademais as mudanças dos bens e famílias eram cheias de transtornos. Sendo assim, melhor era ao homem deixar bem acomodadas na metrópole suas esposas ou famílias de consideração e levar consigo mulheres... as segundas.

Metade dos escravos, os jovens mais saudáveis, experientes tropeiros e valentes jagunços acompanharam tal senhor. Entre eles algumas negras de ancas largas, por serem fortes e boas parideiras, completaram a comitiva.
Entre tantos bens desse notável senhor havia um negro que se destacava por suas habilidades de liderança, coragem, fidelidade e boa convivência com outros escravos. O que nele mais impressionava era sua facilidade de aprendizagem e afeição junto aos brancos. Ora! raros os que tinham sorte de ter um escravo assim com tais qualidades. Ele aprendeu com os animais como conviver com os índios e com os brancos. O segredo era não confiar neles, não traí-los e jamais maltratá-los. A maioria dos senhores tinha seus bens aos cuidado de contratados, agregados ou parentes, mas eles não eram confiáveis. Tais indivíduos um belo dia tentavam algum golpe. Um escravo de confiança, fiel e corajoso, valia mais do que um bom cão de guarda ou uma boa espingarda. O negro não era um cão de fila, mas era ágil na peixeira e bão de briga.


Quer mais? Visite o site DoJacuri a história continua.

domingo, julho 26, 2009

Refém de palavras

Eu quero não pensar.
Eu tento não pensar em ti!
Sigo o teu conselho inútil
No entanto vozes se abrem dentro de mim.

Do meu cérebro escorrem palavras
Como lavas que vazam borbulhantes
E se vão lentas deformando
A composição humana que ainda existe em mim;
_Melhor fora a solidão de antes.

É uma explosão de murmúrios
Que no meu silêncio grita mais alto que alegria ou dor,
É como a voz da esperança clamando
Quando se tem esperança clamando junto ao amor.

Pensamentos corredios...
Correm como sangue,
Escorre como seiva...
E esta árvore porífera poda-se o pensar!

Poda-se em vão.
Escorrem murmúrios sem forma, sem cor,
Escorrem gemidos confusos de ânsia e dor,
Escorrem silenciosos em sulcos
Na cratera de um excêntrico vulcão;
Dão voltas e voltas
Inundam o cérebro
Transbordam-se às margens
Dão voltas e voltas
E volta ao coração.

Escorrem como lágrimas
_ palavras são! _
Palavras palavras...
Lágrimas da paixão.

Queimam meu rosto como brisa vaporosa
_ sopros ardis de pensamentos _
Chamas de desejo em labaredas ao vento
Soltas como folhas arrancadas pelo tempo
Num temporal de fúria do próprio pensamento.

Umedeço a língua para o indigesto sabor
De reconduzir à garganta o que o cérebro regurgita:
Vocábulos insípidos;
Versos, porém sápidos ao amor.
Circula ao léu borbulhas vagantes
_ o que seria poesia _
Uma declaração de amor.

Palavras palavras...:
Metal frio;
Espada afiada do amor...
Coliseu dos sentimentos...
Arena na qual me prendi...
Desafio para *O lutador.
Como parar?
Como prosseguir?

“Lutar com palavras
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manhã.
São muitas, eu pouco.
Algumas, tão fortes
como o javali. ...”

*O lutador: Poema de Carlos Drummond Andrade.