Cheio de entusiasmo e imperfeição o vemos, nas suas idéias e ilusões, quando o observamos de longe, bem de longe, da penumbra da meia idade; rimos da sua dor que fora verdadeiro sofrimento.
Por muito tempo pensei ter trancado o coração. Observava envergonhado ou com vanglória os episódios do passado.
Muito me arrependo de coisas que não fiz:
Passos que não dei
Riscos que não corre por excesso de cautela
Conselhos que não ouvi
Corpos que não abracei
Beijos que não beijei _ apenas os sonhei, dias e noites os sonhei.
Pessoas que não amei e no entanto a elas me dediquei
E outras que tanto amei e não me declarei...
Muitas palavras sufoquei... Tantas palavras!
Por muito tempo pensei ter amarrado meu coração. Olhava o passado como passado, como fatos que aconteceram e nunca mais aconteceriam pelas precauções que eu tomava.
Engano. Passado é passado apenas para o tempo; e o tempo dividido não existe, o que existe é vida _ movimento e conclusão _ nascer, existir e morrer. E o coração enquanto coração não conta o tempo, é constante movimento, é amor, solidão, ou o outro sentimento.
Eu pensei ter trancado meu coração.
Eu pensei nunca mais sofrer por amor
Nunca mais me apaixonar e ter noites de insônia pensando em alguém
Eu pensei que esse tempo se encerrara em mim por tê-lo parado no relógio do sentimento.
Engano, engano, engano!
Hoje, pelo que sei, pelo que tenho vivido, sofro muito mais;
Porque tudo é muito mais forte, e tudo é real.
Que saudade das ilusões! Que falta dos sonhos impossíveis!
Observando o jovem do passado, o precursor da dor e das ilusões, eu pensava: “Tolo, podia ter sido feliz!”
E pensando ser esperto e já saber de tudo dizia: “Ah, se fosse hoje!”.
Hoje cometo os mesmos erros!
Tenho passos detidos
Riscos dos quais fujo
Conselhos inúteis que ouço, e incentivos que não escuto.
E os corpos passam por mim e não os abraço; me desvio.
E os beijos!?
Ah, os beijos! Eles estão tornando veneno nos meus lábios para assassinar aos poucos minha mente.
E o corpo lindo que tem o calor que necessito, nas carícias que sempre sonhei, passa;
A mulher perfeita passa, passa por mim e se vai sumindo, sumindo... E eu não a abraço...
Nem digo o quanto a desejo e amo.
Eu vacilo
Sou tão fraco
Estou tão cansado
Estou tão acabado
Nem sou capaz de usar o telefone.
E eu que tanto tempo humilhei aquele jovem que fui!
The Band - The Weight
sexta-feira, junho 15, 2007
quinta-feira, junho 14, 2007
sexta-feira, junho 01, 2007
O operário
Há quem trabalha duro no país da corrupção
É pena que os empresários não tem nenhuma consideração.
Este vídeo registra os últimos momentos de produtividade de um setor que foi desativado e mais de cem pessoas ficaram desempregados. A empresa é uma multinacional, e o grupo francês, é constituido por mais de 1200 empresas espalhadas pelo mundo; e simplesmente fecharam sem considerar outras alternativas.
Será mesmo que a culpa é da concorrência e da desvalorização do dollar?
É pena que os empresários não tem nenhuma consideração.
Este vídeo registra os últimos momentos de produtividade de um setor que foi desativado e mais de cem pessoas ficaram desempregados. A empresa é uma multinacional, e o grupo francês, é constituido por mais de 1200 empresas espalhadas pelo mundo; e simplesmente fecharam sem considerar outras alternativas.
Será mesmo que a culpa é da concorrência e da desvalorização do dollar?
Sob blue moon

Do desespero que eu sinto, por amor, faço arte
Não arte clássica, com requinte, como Cervantes...
Pinto soluços, a agonia, tal qual, o soneto de Dante
Por loucura, por desejo, dor, por amar-te.
Em manhã fria, rósea a face, lábios escarlate
Vi-te; olhar de sol, fertilidade insinuante
Sobre um mar calmo, blue moon baixa e flutuante
Encantar-me os olhos, seduzindo-me a ti me dar-te.
De repente, do alto mar, tua voz me chama
Voz suave, sirena, de lua azul, que por amor reclama
E eu vou; vou sobre as águas, leve, delirante
Sexo em chamas.
Vou feito Cristo, Pedro, feito Dante
Vou Imaculado, aventureiro e incrédulo,
Perverso como antes.
Assinar:
Comentários (Atom)