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segunda-feira, maio 28, 2007

Valores

A vida basta.
Ou bastaria
Se possível a tivéssemos simples,
O excesso do nada se sobrepõe a tudo,
Vivemos sufocados pela necessidade da luxúria
Futilidades
E morreremos lutando para morrermos na miséria que a nós nos mata
Não lentamente
Lentamente morrem as gerações
Nós já somos o encerro apocalíptico
E sequer sabemos quando, por quê, e como nos perdemos.
Talvez nas celas
Talvez nas searas
Talvez nas telas...
Que seja!
Uma TV de plasma comporta muitos telespectadores
Uma cela que aos espectros mata a fome e conforta estômagos
A outros inúmeros regula o intestino
A outros se controla os instintos;

As bocas que consomem, somem
No estômago vazio por horas e horas
Horas a fio...Oras!

Mas o trabalho assiste às vitrines
E elas aos astros e estrelas
E os espectadores a tele-inversão.

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